
Estudos indicam que a prevalência de depressão entre mulheres nesse período é de aproximadamente 36,8%, enquanto a de ansiedade atinge cerca de 53,7%.
Pesquisas apontam que mulheres que já tiveram episódios depressivos anteriormente possuem um risco de 2 a 4 vezes maior de desenvolver depressão durante o climatério. Esses dados ressaltam a importância de monitorar a saúde mental durante essa fase de transição, buscando apoio profissional quando necessário.
A chegada do climatério pode ser um desafio para muitas mulheres, não apenas pelos sintomas físicos, mas pelo significado que essa fase tem na vida. Nossa sociedade valoriza excessivamente a juventude, o que pode levar ao medo de envelhecer, à queda na autoestima e ao sentimento de invisibilidade. Muitas mulheres não associam os sintomas ao climatério e justificam tudo com a rotina estressante ou excesso de trabalho, o que pode atrasar o diagnóstico e a busca por tratamento.
Assim como em outras fases da vida da mulher onde há grandes mudanças hormonais, como adolescência, pós-parto e mesmo em TPMs mais intensas, esse momento é mais propício para quadros de ansiedade e depressão, levando em conta ser um evento biopsicossocial.
- Mulheres com histórico de depressão ou ansiedade têm maior risco de agravação dos sintomas.
- A redução de estrogênio impacta neurotransmissores ligados ao bem-estar, aumentando os riscos de transtornos emocionais.
- A sobrecarga da vida moderna dificulta a identificação do climatério, pois os sintomas são atribuídos ao estresse e à rotina.
Muitas mulheres só buscam ajuda quando já estão em um estágio mais avançado da crise emocional. Então é importante ficar atenta a mudanças no humor, energia e comportamento para buscar apoio profissional.
A Importância do Autoconhecimento e da Busca por Ajuda
- A partir dos 40 anos, é fundamental que a mulher observe ainda mais seus sentimentos, mudanças comportamentais e do seu corpo.
- Buscar ajuda profissional permite um diagnóstico precoce e o início de um tratamento, conforme sua necessidade, garantindo uma melhor qualidade de vida.
- O acompanhamento psicológico ajuda a lidar com as emoções, ressignificar essa fase e evitar sofrimento prolongado.
- A combinação entre exames laboratoriais, acompanhamento médico e terapia garante um tratamento mais eficaz.
Dicas práticas para esse momento:
- Criar uma rotina de autocuidado, incluindo alimentação equilibrada, atividade física e momentos de lazer.
- Aprender a reconhecer e validar as próprias emoções, sem se culpar pelo que está sentindo.
- Construir uma rede de apoio, seja entre amigas, familiares ou grupos de mulheres que estão passando pela mesma fase.
- Buscar terapia para lidar com as mudanças emocionais e ressignificar a relação com essa nova etapa da vida.
Um novo olhar para o climatério:
O climatério não precisa ser um período de sofrimento e solidão. Com informação, acolhimento e apoio adequados, é possível atravessar essa fase com mais segurança, bem-estar e autoestima. A mulher que se cuida, se conhece e busca ajuda tem muito mais chances de viver essa transição de maneira positiva, sem perder a sua essência, a alegria e a confiança em si mesma.
O primeiro passo é se permitir entender e aceitar as mudanças de vida. Assim facilita a busca por profissionais que auxiliem na travessia dessa fase.
“Você não está sozinha. Hoje já existe informação, suporte e caminhos para atravessar essa fase com leveza e qualidade.
O climatério não é o fim, mas pode ser um novo começo. O seu olhar e sua postura diante desse momento vão determinar como chegará do outro lado.
O climatério não precisa ser uma fase de sofrimento. Com informação, suporte adequado e mudanças de hábitos, é possível viver essa etapa com mais equilíbrio e autoestima. O mais importante é que a mulher se permita olhar para si mesma, entender suas novas necessidades e se cuidar com respeito e acolhimento.
📢 Compartilhe esse conteúdo com outras mulheres que precisam dessa informação! E, se identificou mudanças no seu corpo ou emoções, busque ajuda profissional!

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